Provas de endurance ou de longa duração demandam longos períodos de treino, dedicação, abdicações e muito suor. Porém muitas pessoas se frustram por treinar uma periodização inteira para um grande evento, uma prova de longa duração e no final não melhorar o melhor tempo ou melhora em um percentual muito pequeno.
Gostar de provas mais longas e querer objetiva-las como alvo não é algo errado, muito pelo contrário. Porém um entendimento que metas menores e de mais intensidade (relação com texto #4), leva nosso corpo a adaptações que surtirão efeitos lá no objetivo principal.
Ou seja, quer ser um melhor maratonista: melhore seus tempos em provas de 5 e 10K. Quer fazer um Ironman mais rápido, melhores suas marcas em provas de distância short e olímpica.
E a que é atribuído essa melhora ?
Vários são os motivos aos quais podemos atribuir essa melhora, mas os principais são as adaptações fisiológicas que elevarão seus limiares de lactato e Vo2 máximo, deixando-o mais tolerante a condições anaeróbias e ao mesmo tempo demorando mais tempo para atingir os níveis de limiares e a melhora da coordenação mecânica motora.
Quanto mais tempo você leva para chegar aos seus limiares, significa um ritmo mais forte com menor desgaste físico / fisiológicos para essa intensidade, traduzindo-se em melhora de performance. Da mesma forma, por permanecer mais tempo nessas intensidades, a coordenação intra e inter musculares melhoram, deixando o movimento mais econômico e eficiente ao mesmo tempo.
Portanto, melhorar em provas menores significa melhorar seus atributos fisiológicos e se tornar mais econômico, o que não é garantia de melhora na prova de endurance por outros diversos fatores como alimentação, hidratação, temperatura, sono, entre outros, mas que são um grande sinal de que a possibilidade de evolução significativa é muito grande.
Quer evoluir em provas longas, melhore em provas curtas !!!
Fábio Targas Gonçalves
CREF: 091562-G/SP
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